

A Expedição:
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Luisa Nóbrega
>> Deyson Gilbert
>>
Júlio Meiron
>> Marcia Vaitsman
>> Nabor Kisser
>> Rafael Hess
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Luísa
Nóbrega
Luísa Nóbrega é atriz e performer. Formada
desde 2005 pelo Teatro-Escola Célia Helena, é atualmente
aluna da Escola de Arte Dramática (EAD) e do curso de graduação
em filosofia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas
(FFLCH) da Universidade de São Paulo. Foi integrante do grupo de
música contemporânea menagerie, que integra o projeto Al
revés (www.alreves.org), no
qual desenvolvia uma pesquisa de improvisação vocal, que
continua a realizar, porém de maneira solitária. Já
participou de diferentes grupos de experimentação cênica
e atualmente desenvolve um trabalho de pesquisa junto à Companhia
de Ensaio, dirigida por Leonardo Antunes, da qual faz parte. Participou
de espetáculos como: Três Estações, dirigida
por Leonardo Antunes, (A)tentados, com direção de Roberto
Lage, Roberto Zucco, dirigida por Plínio Soares e Catléia,
com direção de Verônica Fabrini. Já há
algum tempo, estuda dança contemporânea – fez cursos
com Lu Favoretto, Débora Salgueiro e Helena Bastos, e atualmente
é aluna de Adriana Grechi, com quem estuda a técnica da
Nova Dança. Fez cursos ainda com Cristiane Paoli Quito, Vladimir
Teplyakov, Carlos Simioni (LUME) e com o Teatro da Vertigem.

Projeto:
Expedição Francisco
Meu trabalho no projeto Expedição Francisco será
percorrer o curso do rio de olhos vendados, colocando a venda no início
da viagem e retirando-a somente quando chegarmos a nosso destino, já
em terra firme. Interessa me a instabilidade de um corpo que realiza uma
trajetória longa sem ter qualquer controle sobre ela, que preserva
um equilíbrio precário análogo ao de um barco sobre
a água.
Como
me aproximei da linguagem da performance concebendo-a como um prolongamento
e uma perversão do meu trabalho com o teatro, minha aproximação
das artes visuais é algo como uma intrusão indevida, um
deslocamento: pensei que a melhor maneira de dialogar com a visualidade
seria radicalizar esse deslocamento, deixar de ver para que, ao final
da trajetória, meu olhar pudesse tornar-se algo outro, transformado.
Durante o percurso, levarei um pequeno gravador digital onde registrarei
as improvisações vocais que farei interferindo nos ruídos
dos lugares por onde passaremos. Realizarei ainda uma performance em parceria
com o artista plástico Deyson Gilbert: em determinados momentos
da trajetória, realizaremos uma seqüência de ações
repetitivas, que se dará da seguinte forma - de olhos vendados,
me jogarei na água; Deyson me trará de volta para o barco,
a seguir me jogarei novamente, e assim sucessivamente, até chegarmos
à exaustão.
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