COCO SECO

Vídeo
Veja um trecho do show e uma entrevista no site Record Player.

Músicas
O Cantador que vem mais eu.mp3
(1 música – 3.67MB)

O Soldado de Aldeia e Xô Sabiá.mp3
(2 músicas – 7.95MB)

Músicas gravadas ao vivo em São Paulo, dezembro 2004.

Fotos


Mazinho Lima
mineiro

Maurício Alves
ilu

Mestre Nico
bombinho

Abuhl Júnior
alfaia

Márcio Monjòlo
pandeiro
 

Fotos: Paulo Pereira

 


COCO SECO
Press Release

Coco Seco, da roda aos palcos.

Pense numa brincadeira de roda, uns tocam e cantam, outros dançam e respondem em coro, a percussão ditando o ritmo à sombra de uma árvore no quintal de uma casa em festa! Assim é o coco, forma musical e dança característica do nordeste, que traz em si elementos de ritmos como a ciranda, o baião, o caboclinho e o maracatu de baque solto.

Bastava um mineiro (ou ganzá), um pandeiro e uma zabumba para garantir a diversão, porém o Coco Seco, grupo pernambucano formado por músicos conceituados como Mestre Nico, Márcio Monjòlo, Maurício Alves, Mazinho Lima e Abuhl Júnior, mistura tradições do próprio coco e enriquecem o som com um bombinho, um pandeiro, um ilu, um mineiro e uma alfaia, respectivamente, com 3 vozes de grave num naipe diferenciado de percussão: o bombinho vem do maracatu de baque solto e é típico do coco de Nazaré da Mata e do agreste; o ilu é encontrado nos terreiros de umbanda e candomblé em Recife; e a alfaia, tocada nos maracatus de baque virado, substitui a zabumba. Pandeiro e mineiro arrematam a unidade sonora.

Com esta percussão inusitada, o Coco Seco proporciona a propagação e difusão do coco, sem perder sua essência de brincadeira de roda. “Se o afoxé é o candomblé levado pra rua, podemos dizer que o grupo Coco Seco é um coco trazido pro palco”.

Sempre versado em loas e toadas, e no Coco Seco cantado pelos 5 músicos, as letras completam a sonoridade do coco com temáticas simples e bastante peculiares. Em geral, as canções do coco falam de acontecimentos verídicos, vividos nas comunidades onde são criadas, que podem retratar uma chuva vista da janela ou o passar de um homem por um beco qualquer. É nessa hora que os que ouvem e dançam o coco mais se identificam e respondem o canto, elemento essencial na composição desta brincadeira.

Uma das versões históricas diz que o coco surgiu nos quilombos, quando o povo entoava motes que eram respondidos em coro, enquanto quebravam cocos com pedras de forma ritmada, entre tantas outras. O fato é que o povo brasileiro sempre foi musical e festeiro, e o grupo Coco Seco dá continuidade à esta rica tradição.

E experiência não falta aos músicos. Mazinho Lima e Maurício Alves são do Mestre Ambrósio, Mestre Nico veio do Chão e Chinelo e Abuhl Júnior e Márcio Monjòlo, da banda Songo. Em projetos paralelos, Marcio e Mazinho participam do Monjolo, Maurício e Mestre Nico tocam com Beto Villares e Abuhl e Mazinho acompanham Sérgio Cassiano (outro integrante do Mestre Ambrósio).

O Coco Seco dita o ritmo e dá a letra. Cadê o coro?

Contato para shows
cocosseco@yahoo.com.br

(11) 9709-5719, com Jarbas